Fratura da Anca – Fratura do Colo do Fémur


18. Novembro 2024 #Patologias

O que são Fraturas do Colo do Fémur?


As fraturas do colo do fêmur são lesões graves que requerem atenção médica imediata. A recuperação pode ser um processo longo, envolvendo cirurgia e reabilitação. A prevenção, especialmente em idosos, é chave para reduzir o risco dessas fraturas. É importante o acompanhamento médico para um tratamento adequado e medidas preventivas personalizadas. A anca é a articulação entre o acetábulo (cavidade na bacia) e o fémur que na sua extremidade superior apresenta o colo do fémur e a cabeça femoral. A fratura da anca acontece maioritariamente em doentes idosos, sobretudo mulheres, muitas vezes em contexto de quedas simples, no entanto, também pode resultar de traumatismos maiores em doentes mais jovens.

Causas e Fatores de Risco

Idade Avançada: O envelhecimento está associado a uma maior incidência devido à diminuição da densidade óssea que condiciona uma maior fragilidade. Osteoporose: Torna os ossos mais suscetíveis a fraturas. Quedas: Principalmente em pessoas idosas, uma simples queda pode resultar em fratura. Traumas de Alta Energia: Como acidentes de carro, em pessoas mais jovens. Gênero: Mulheres são mais propensas devido à perda óssea pós-menopausa.

Sintomas Comuns

Dor Severa: No anca ou na virilha. Incapacidade de Movimentar-se ou Suportar Peso: Especialmente no lado afetado. Encurtamento ou Rotação Externa da Perna: A perna do lado afetado pode parecer mais curta e virada para fora.

Diagnóstico

Exames de Imagem: As radiografias são habitualmente suficientes para fazer o diagnóstico para confirmar a fratura e avaliar sua extensão. Tratamentos Cirurgia: É o tratamento mais comum, que pode envolver a fixação da fratura com uma cavilha, a substituição parcial ou total da articulação da anca. Reabilitação: Fisioterapia para recuperar a mobilidade e força muscular. Medicação: Para controle da dor e prevenção de complicações como trombose venosa profunda.

Prevenção e Controle

Prevenção de Quedas: Medidas como eliminar riscos no ambiente doméstico. Suplementação de Cálcio e Vitamina D: Para fortalecer os ossos. Exercícios de Baixo Impacto: Para manter a força e equilíbrio muscular. Avaliação Regular da Saúde Óssea: Especialmente para pessoas com risco de osteoporose.

Conclusão

É uma das fraturas mais comuns em todo o mundo e tem uma elevada taxa de mortalidade ao final de um ano (pode chegar a 30%), isto porque as pessoas sujeitas a este traumatismo, muitas vezes já possuem algum grau de fragilidade. No ano de 2018 foram registadas 343 destas fraturas na região do Médio Tejo e 288 no Distrito de Santarém, um número bastante significativo. É importante atuar na prevenção das quedas sobretudo tentando intervir nos motivos de queda relacionados com o meio que rodeia o idoso. Algumas medidas como assegurar uma boa iluminação interior, corrimões nas escadas, chão antiderrapante na casa de banho e ausência de tapetes no quarto podem contribuir para aumentar a segurança em casa. Estas e outras sugestões e informações estão disponíveis para consulta no “Guia prático para prevenção de quedas em idosos no domicílio”, do SNS. Quando as quedas acontecem e resultam numa fratura da anca, o doente fica acamada até que a fratura seja tratada. Independentemente da idade, estas fraturas são normalmente tratadas cirurgicamente, pois se assim não acontecer, a pessoa terá dor constante, sobretudo com as mobilizações durante a higiene, será incapaz para voltar a andar, e como ficará acamada terá um risco aumentado de outras complicações como infeções respiratórias, úlceras de pressão e tromboembolismo. O tratamento varia de acordo com o tipo de fratura e normalmente poderá ser feito através da fixação da fratura ou então pela substituição da articulação que já não é “recuperável”, por uma prótese. Após a cirurgia o doente poderá sentar-se no primeiro dia e inicia-se o processo de reabilitação com o objetivo de recuperar o estado funcional prévio (nem sempre é possível). Com o envelhecimento da população em geral, é expectável que esta patologia se torne uma “epidemia” que irá exigir uma resposta multidisciplinar, começando com a identificação de fatores de risco para quedas e a sua correção, passando pelo tratamento cirúrgico adequado e atempado quando as fraturas ocorrem, e culminando no acompanhamento e orientação na reabilitação pós-cirúrgica. Para patologias da anca poderá consultar os dois médicos especializados na área que temos ao seu dispor: Manuel Oliveira e Gonçalo Martinho.